Cirurgia Bariátrica(Obesidade Mórbida)

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. É definida como uma doença onde o excesso de gordura atinge tal extensão que a saúde física e psicológica são afetadas e a expectativa de vida é reduzida. A Organização Mundial de Saúde preconiza a utilização do Índice de Massa Corporal (IMC) para diagnóstico e classificação da obesidade, sendo este calculado dividindo-se o peso corporal, em quilogramas, pelo quadrado da altura, em metros (tabela acima). No Brasil, estima-se que 19% da população tenha obesidade, o que corresponde, aproximadamente, a 40 milhões de pessoas. A cirurgia está indicada em pessoas com IMC igual ou maior que 40 kg/m² ou IMC igual ou maior que 35 kg/m² que apresentem doenças desencadeadas pela obesidade, tais como: diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia, síndrome da apnéia do sono e outras. As duas cirurgias mais realizdas no mundo hoje são a Gastrectomia Vertical ("Sleeve") e a Gastroplastia Redutora em Y de Roux ("Bypass Gastrico").

 

Gastrectomia Vertical

Gastroplastia Redutora em Y de Roux

 

Cirurgia da Vesícula Biliar

A Colelitiase (pedra na vesícula) é uma doença com uma prevalência estimada de 10 a 15% no Brasil. Os grupos de risco para tal doença são pessoas com mais de 40 anos, mulheres (risco 3x maior), pessoas acima do peso e com história familiar positiva. Geralmente os sintomas são intolerância com alimentos gordurosos, náuseas/vômito dor na parte superior do abdômen.

​O diagnóstico é feito por Ultrassonografia do abdômen e nos casos em que não há suspeita de complicação não é necessário nenhum exame adicional. O tratamento consiste na retirada cirúrgica da Vesícula Biliar (Colecistectomia) e atualmente essa cirurgia é feita por Videolaparoscopia (técnica minimamente invasiva) com melhores resultados funcionais e estéticos.

 

 

Doenças do Esôfago e Estômago

As doenças do esôfago e do estômago podem causar muito desconforto para as pessoas. Os sintomas relacionados a esses dois órgãos podem ser chamados genericamente de dispepsia, que inclui queixas como queimação, azia, dificuldade de digestão, sensação de estufamento e alguns outros sintomas. Esses sintomas podem decorrer de doenças como gastrite, úlcera, doença do refluxo ou até de outras doenças mais graves como alguns tipos de câncer. Sempre procure seu médico para maiores esclarecimentos e para um tratamento adequado. 

 

 

Doenças do Intestino

O nosso intestino divide-se basicamente em duas partes: o intestino delgado e o intestino grosso (ou cólon). Normalmente as doenças do intestino apresentam-se com dor ou desconforto abdominal, constipação intestinal (intestino preso), diarreia, flatulência e outros; também podem ocorrer sintomas mais graves como sangramentos com ou sem a evacuação. Esses sintomas podem ser devido a doenças mais simples como verminose ou doenças mais graves como as Doenças Inflamatórias Intestinais e o Câncer de Intestino. As pessoas precisam ficar atentas a esses sintomas para que possa ser instituído o diagnóstico  e o tratamento correto.

 

 

Hérnias

Hérnia é o escape parcial ou total de um ou mais órgãos por um orifício que se abriu por má formação ou enfraquecimento nas camadas de tecido protetoras dos órgãos internos do abdome. Os principais tipos de hérnias que podem ocorrer são as inguinais (virilha) e as da parede anterior do abdômen (epigástrica, umbilical); além disso a pessoa que já foi submetida a algum tipo de cirurgia pode desenvolver a chamada hérnia incisional, que ocorre exatamente no local da cicatriz da cirurgia anterior. As hérnias podem trazer um desconforto e dor muito grande para o paciente e também complicações mais sérias como o estrangulamento, que ocorre quando um segmento do intestino sai pelo orifício da hérnia e não retorna espontaneamente. O tratamento para as hérnias é a cirurgia, que pode ser feito por videolaparoscopia ("cirurgia sem cortes"). 

 

 

Videolaparoscopia (Cirurgia Minimamente Invasiva)

A videolaparoscopia, também chamada apenas de laparoscopia, é um procedimento cirúrgico de diagnóstico ou intervenção que insere uma microcâmera de vídeo geralmente através de uma pequena incisão na região abdominal do paciente. Com o auxílio de um monitor, o cirurgião leva a câmera por entre os órgãos do paciente a fim de verificar a ocorrência de algum problema ou efetuar certas correções de maneira minimamente invasiva. A cirurgia demanda anestesia geral. Quase todas as doenças da cavidade abdominal que necessitam de cirurgia podem ser tratadas por esse método; a videolaparoscopia é atualmente o procedimento mais utilizado para cirurgias de retirada da vesícula e apêndice e para as correções de hérnia inguinal e outras hérnias da parede abdominal. Esta forma de cirurgia também é recomendada para procedimentos de redução do estômago em pacientes com obesidade mórbida, além de ressecções de grandes órgãos como estômago e intestino no câncer. Geralmente o paciente submetido a esse tipo de cirurgia sente menos dor, tem uma recuperação mais rápida, retornando assim mais precocemente às suas atividades habituais, além de um melhor resultado estético.

 

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