Alimentação, obesidade e a cirurgia bariátrica

Os alimentos saudáveis são responsáveis por fornecer energia e nutrientes ao corpo, controlar a pressão arterial, prevenir a obesidade e liberar neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, além de outros benefícios. Uma “boa alimentação” deve ser composta por vitaminas, fibras, carboidratos de baixos teor glicêmico e densidade calórica, encontrados em alimentos não processados ou minimamente processados – como farinhas, sucos, leite etc.


Além de energia e bem-estar, a alimentação também está ligada à disposição e à resistência física, que combinados com a prática regular de ingestão de água, exercícios físicos e horas de sono adequadas, reduzem níveis de estresse, previnem obesidade, diabetes, desenvolvimento de tumores, doenças cardiovasculares e gastrointestinais, disfunções do fígado e rins.


Contrastando a boa alimentação e a prática de exercícios físicos, temos o sedentarismo e a má alimentação, que são importantes fatores causadores da obesidade. A obesidade é uma doença crônica, que se caracteriza principalmente pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. O número de pessoas obesas tem crescido rapidamente, tornando a doença um problema de saúde pública.


No Brasil, uma recente pesquisa realizada pela Vigitel 2019 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) aponta que 20,3% da população adulta está obesa (2 em cada 10 brasileiros). O maior percentual está entre as mulheres (21%) e aumenta conforme a idade: para os jovens de 18 a 24 anos é de 8,7% e entre os adultos com 65 anos e mais, alcança o patamar de 20,9%. A obesidade é maior para as pessoas com até oito anos de escolaridade (24,2%) ante e aqueles com 12 anos ou mais (17,2%).


Nos Estados Unidos a situação é ainda mais grave: 64,5% da população adulta está acima do peso, sendo que quase a metade é considerada obesa.

Como já dito, uma das principais causas da obesidade é a alimentação inadequada ou excessiva. Para manter o peso ideal é preciso que haja um equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas e a energia gasta ao longo do dia. Quando há abundância de alimentos e baixa atividade energética, existe o acúmulo de gordura. Por isso, o sedentarismo é o segundo fator importante que contribui para a obesidade. Outros fatores:

· Fatores genéticos: a pessoa pode herdar a disposição para obesidade; ter o metabolismo mais lento, o que facilita o acúmulo de gorduras e dificulta o emagrecimento, ou ter aumento de peso por conta das oscilações hormonais.

· Fatores psicológicos: quando o estresse ou as frustrações desencadeiam crises de compulsão alimentar.

Nesse contexto, a cirurgia bariátrica ou, popularmente, redução de estômago, surge como opção de tratamento, pois reúne técnicas com respaldo científico, destinadas ao tratamento da obesidade mórbida e ou obesidade grave e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele, melhorando diversas condições e ações biológicas (mudanças hormonais) para reverter a progressão da obesidade.


A cirurgia provoca mudanças hormonais que melhoram a perda de peso ao manter ou aumentar o gasto energético, de forma a reduzir a fome e o apetite, além de aumentar a sensação de saciedade. O resultado final é a redução do desejo de comer, a frequência da alimentação e a consequente perda de peso.


A perda de peso cirúrgica tem chance maior de durar por mais tempo, pois um balanço energético adequado é criado. Estudos apontam que mais de 90% dos pacientes bariátricos são capazes de manter a perda de peso em longo prazo, com eliminação de 50% ou mais do excesso de peso corporal.


São duas as técnicas mais utilizadas na cirurgia bariátrica, após análise caso a caso pelo cirurgião, equipe e paciente em conjunto.

Bypass Gástrico: redução do estômago de cerca de 85% associada com derivação intestinal, de modo a deixar o intestino de um a dois metros mais curto

Gastrectomia Vertical: resulta em um estômago com um terço de seu tamanho original, sem nenhum procedimento intestinal.


Tipos de Cirurgia

As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem três procedimentos básicos em cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por abordagem aberta, por videolaparoscopia, robótica e mais atualmente (ainda em protocolo de estudo) por procedimento endoscópico, teoricamente menos invasiva, mais confortável ao paciente, mas que ainda não se sabe de fato o alcance de seus resultados em perda de peso e em perfil de paciente.

Na verdade, são cirurgias que por causarem um grande desvio intestinal, por reduzirem o tempo do alimento no trânsito pelo intestino delgado reduzem a capacidade de absorção do mesmo, com isso, por diminuição de absorção acabam induzindo ao emagrecimento.


Importante lembrar que o tratamento cirúrgico da obesidade é uma ferramenta que pode melhorar a qualidade de vida e saúde de forma geral, mas a perda de peso também depende de outros fatores importantes como a nutrição, o exercício físico e a mudança de comportamento.

Os Doutores Sidney e Bruno Gil são membros credenciados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e realizam a operação com segurança e tranquilidade que você necessita, com acompanhamento pré e pós operatório completo realizado por equipe multidisciplinar.


Conte sempre com a Clínica Gil! Estamos localizados na Rua Pará, 1324 - Centro, Catanduva-SP. 📱 (17) 3522-1369

Médicos: Dr Bruno Ziade Gil CRM 111899

Dr Sidney Moreno Gil CRM 15474

Referências:

https://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/como-a-alimentacao-saudavel-contribui-para-o-bem-estar-e-evita-a-obesidade/

https://www.einstein.br/doencas-sintomas/obesidade

sbcbm.org.br/a-cirurgia-bariatrica/

https://drauziovarella.uol.com.br/obesidade/cuidados-necessarios-apos-a-bariatrica/

7 visualizações

© 2020 by Dias